to rococo rot, além de ser um palíndromo, é uma banda alemã já com alguma história. surgiu em 1996 e anda por aí, mais ou menos sumida… me lembro quando comprei meu primeiro CD deles, Veiculo (1997), em 1998. Na loja o vendedor me mostra um monte de coisas… eu vejo o CD e pergunto do que se trata; ele diz: ah, um grupo alemão meio chato… eu escuto e … adoro!! engraçado, não? vai ver gosto mesmo é dos chatos…
aqui vai uma música do CD “The Amateur View”, de 1999, e o próprio. é um ótimo disco, quer dizer, talvez meio chato, mas…
a little asphalt here and there

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Etiquetado: eletronico, instrumental
hora de recomeçar… infelizmente os posts antigos ficaram com os links desativados, mas aos poucos as músicas serão postadas novamente, com novos links. hoje começa uma nova fase: continuarei postando comentários sobre artistas e samples de seu trabalho, mas, a partir de agora, postarei links para que possam ser escutados discos completos destes artistas.
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infelizmente nem tudo é festa na internet… os arquivos que estavam disponiveis para serem ouvidos no putfile, cujos links estavam nos posts deste blog, já não existem mais. acabou o putfile e os links ficaram sem destino… agora é tentar renovar devagar…
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eu sei que nem todo mundo gosta daquelas músicas que ficam repetindo e parecem não mudar nunca! o tal do minimalismo é um saco, né não? mas não é bem assim, elas mudam, acredite se quiser. steve reich é daquele grupo de compositores do - é + americanos: terry riley, morton feldman, la monte young, phillip glass, etc. eu gosto muito, pricipalmente phillip glass e ele. esta peça foi composta originalmente para um clarinete e fita. o clarinetista gravaria as partes e tocaria junto. outra versão (a que aqui está) é para 11 clarinetistas. glass tem uma das mais belas composições para saxophones que já ouvi e reich tem esta para clarinetes. para ouvir a espacialidade da música, use headphones. imagine se você pudesse ouvir isto ao vivo…

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este é um lindo filme sobre uma música maravilhosa. duas horas de músicos, maestros, cantores de uma das melhores músicas populares que existem. esta é do maestro e compositor horacio salgan, parte da trilha do filme: “la llamo silbando”. adoro os silbos da orquestra…

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me dá até medo de escrever este nome: john cage. tradicional frequentador da revista caras da música erudita, badalando com modelos mais que suspeitas e tietes frenéticas que lhe querem arrancar as roupas… a cada notícia que se tem dele uma nova faceta. incrível. o verdadeiro “bad boy” da música…mas o melhor mesmo, em vez de ler os comentários de caras e levar isto tudo a sério, é escutar a tal persona, né não? talvez assim possamos formar uma opinião mais concreta sobre quem afinal foi este sujeito. por isso vai aqui a suíte para piano de brinquedo. por favor, não gaste somente 4′ e 33” ouvindo, john cage merece muito mais tempo e atenção.

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definitivamente os sons são um mistério mal compreendido por nós que os escutamos. há sutilezas aqui e ali que o ouvido humano parece não captar. será que a surdez é um destino inevitável? isto é a evolução da espécie: uma cadeia helicoidal de DNA que une pequenos genes em pares, girando uns sobres os outros, e lá no meio a surdez, garantida na perpetuação da espécie. o gene da pop music repetitiva e sem criatividade, se perpetuando por meios os mais diversos, bem ali ao lado. blogs e mais blogs se dedicam a isso: difusão da falha auditiva. você pode baixar discos inteiros que sequer valem uma primeira escuta e participar na grande acumulação da memória da surdez. não é lindo: uma memória auditiva da ausência de sons. já que a repetição continuada dos mesmos nos faz insensível, exclui a escuta. não vai achando que você está livre não! melhor aproveitar antes que este fatal destino nos alcance e nossos ouvidos não tenham mais utilidade. por isso, aqui vai miki yui. cito: “pequenos sons. o trabalho começa com a escuta. mas não escutar um evento específico. tente escutar o todo, tente ouvir a ressonância, a interferência entre os sons em diferentes lugares no espaço.”

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the blow é Khaela Maricich and Jona Bechtolt. alguns discos pela k records e fiel ao low-fi. instrumentos atravessando o tempo todo, ótimo. nesta gravadora há outros músicos bem legais: mirah, the microphones e the softies. vale ouvir. the blow tem coisas legais e coisas ruins, vai peneirando aí q vc acha algo…

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tetine é uma banda brasileira formada por bruno werner e eliete mejorado. radicado em londres, tetine passou por algumas fases diferentes: cabeção, pop semi-cabeça e agora punk funk carioca miami bass etc (como se auto intitulam). aqui vai uma canção da nova fase. dois discos maravilhosos da dupla, que sem duvida vale checar, são “creme” e “samba de monalisa”. noutro momento haverá faixas das outras fases por aqui…

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mikrokiko é parte do pop atual alemão. para quem já ouviu Pole, outro alemão, não tem muita novidade, exceto que se esmera nos micro-glitches, do que gosto muito. ao menos, em meio às coisas cada vez mais macro, é bom ter espaço para um mikro de vez em quando…

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